“Minha sugestão de um bom vinho SB para acompanhar o belíssimo prato Macarrão ao Molho de Camarão e Vinho Branco que o Sirlei postou é chileno Tamaya Sauvignon Blanc, que vc encontra no Carrefour por 25,00.”
Aqui postaremos algumas da combinações mais comuns, mas apenas umas pinceladas; esse é um tema inesgotável, e que, na prática, me surpreende a cada dia.
Vamos lá!
Vinhos Espumantes:
Sushi e sashimi, caviar, salmão defumado ou não, cozinhas picantes tais como mexicana, indiana, tailandesa, ostras, peixes defumados, mariscos.
Vinhos Brancos:
Carnes brancas, todos os tipos de peixes, massas e outros preparados com molhos mais leves, lagostas, camarão, frutos do mar, canapés, queijos mais suaves, legumes, suflês, saladas sem vinagre, quiches.
Vinhos Rosés:
Os rosés são considerados à parte pela sua peculiaridade, não se apresentam tão fortes quanto os tintos, porém são mais intensos e frutados do que os brancos.
São vinhos que conferem grande versatilidade à enogastronomia, pois combinam com uma vasta gama de pratos.
Desde que você respeite determinadas regras relacionadas ao corpo, acidez e intensidade do vinho e ingredientes do prato, os rosés encantam na harmonização.
Vão bem com salmão, massas, pizzas, paellas, massas e tortas de legumes, cozinha mediterrânea à base de azeite, frutos do mar, peixes e cozinha chinesa.
Vinhos Tintos:
Comidas com sabor acentuado como massas e carnes com molhos mais picantes, queijos maduros e fortes, vitelo, carnes grelhadas, cordeiro, frango, pato assado, pizzas e pratos bastante condimentados.
Tintos mais leves e frutados como Pinot Noir e Merlot vão bem com pratos mais delicados, menos gordurosos; já os tintos tânicos e pesados como o Tannat, Malbec e Cabernet Sauvignon são ótimas opções para carnes vermelhas com molhos suculentos, churrascos, caças.
Por último, vai uma “dica quente” já que estamos na estação das feijoadas, que é a harmonização da feijoada com o espumante brut!
Calma pessoal, vou explicar!
Geralmente acompanhamos a feijoada com a tradicional caipirinha porque a acidez do limão auxilia na digestão da gordura.
No caso do espumante usamos o mesmo princípio, a acidez deste faz frente à gordura do prato, proporcionando-nos uma combinação extremamente agradável.
Para quem aprecia uma boa feijoada, vale experimentar!
Um abraço!
SÔNIA ALMEIDA
Existem dois princípios básicos que se deve usar na compatibilização, por semelhança ou por contraste, veja:
Combinação por semelhança
Vinhos com aromas discretos > comida pouco condimentada
Vinhos com aromas potentes > comida com boa presença aromática
Vinhos jovens e frutados > pratos simples e rústicos
Vinhos velhos e encorpados > pratos refinados
Vinhos leves > pratos com molhos magros
Vinhos mais estruturados > pratos com molhos suculentos
Combinação por contraste
Seguindo essa linha, deve-se levar em consideração os seguintes critérios:
-o açúcar atenua a acidez
-a acidez atenua a gordura
-a suculência atenua o tanino
Um exemplo de combinação por contraste, queijo roquefort ou gorgonzola e um vinho de sobremesa, tipo Porto ou Sauternes, doce e ácido.
Eu provei, pessoal e garanto que fica o máximo!
Minha experiência foi com um gorgonzola bem fresquinho com o vinho de sobremesa fortificado argentino Malamado.
Aliás, um belíssimo vinho doce elaborado à moda do Porto com as uvas Malbec.
Se quiser a combinação por semelhança com esse mesmo vinho doce sirva-o com chocolate meio amargo e prove também com um ao leite com menta ou café.
Aqui em Uberlândia você encontra na Chocolândia.
Como disse anteriormente, existem combinações clássicas, mas a melhor forma de você descobrir se haverá sucesso na harmonização ainda é PROVANDO!
Buon Appetito!!!
SÔNIA ALMEIDA
Pode parecer simples, mas não é.
Poderíamos nos iludir com a idéia de que pratos saborosos com bons vinhos nos dariam o máximo de prazer por serem ambos agradáveis, mas não é bem assim.
Quando o vinho é bastante complexo e o prato simples ou um prato muito condimentado e o vinho leve a harmonização pode ficar comprometida, anulando um dos dois.
A harmonização vinho e comida consiste em valorizar ao máximo o sabor tanto do vinho quanto da comida.
Quando isso ocorre de maneira equilibrada surge um terceiro sabor, uma nova percepção agradável ao paladar, então podemos dizer que houve um “casamento perfeito” entre os dois.
Esse é um assunto extremamente controvertido no mundo dos vinhos, pois envolve a subjetividade e o paladar de cada pessoa.
A orientação dos especialistas é a de que você deve experimentar combinações clássicas sem, no entanto, deixar de ousar em novas harmonizações.
Existem alguns conceitos básicos sobre a seqüência dos vinhos servidos que devemos observar em um jantar:
-vinho espumante ou champagne sempre em primeiro lugar;
-vinho branco antes do tinto;
-vinho seco antes do doce;
-vinho de corpo leve antes do mais pesado, encorpado;
-Vinho jovem antes do vinho de guarda.
Continuaremos com esse assunto nos próximos dias.
Aguardem!!!














